|
"E eu, que jamais daria, era o verbo dar, dizendo assim 'quem dera!'" (Oswaldo Montenegro)
"One day I will speak freely; I'll be less afraid and measured outside of my poems and lyrics and art." (Alanis Morissette)
"Espere sentado ou você se cansa; está provado, quem espera nunca
alcança." (Chico Buarque)
"You're just an empty cage, girl, if you kill the bird." (Tori Amos)
"Eu existo porque penso; tenso, por isso insisto." (Zeca Baleiro)
"It's not hard to grow when you know that you just don't know." (Damien
Rice)
"E que a atitude de recomeçar é todo dia, toda hora, é se respeitar, sua
força e fé, se olhar bem fundo até o dedão do pé!" (Gonzaguinha)
Outros Blogues:
Jornal das
Pequenas Coisas
Liviano
Epitaphius
Anseios-Ensaios
Nos fios tem sos
A Torre Mágica
Mercado Líquido
Catarse do Itinerante
Contatos:
gabimariab@gmail.com
Twitter
|
Terça-feira, Novembro 27, 2007
SOL
(Gabriela Maria)
é por você que escrevo
você que pula, corre, sorri
e brinca, briga, pede arrego
pede colo, comida, canção
você que se esconde, brilha, mostra
encontra, encanta, apreende
você que ama, é amor, saber
sutileza, ingenuidade, coragem
você amizade eterna
incrível lembrança
carinhosa presença
é pra você que escrevo
Publicado por Gabriela Maria às 7:36 PM
RENASCER
(Gabriela Maria)
toda vida
é nova
toda hora
é linda
todo jeito
é sábio
todo sangue
é toda vida
toda hora
todo jeito
nova
linda
sábia
Publicado por Gabriela Maria às 7:25 PM
Sábado, Novembro 24, 2007
VENENOSA
(Gabriela Maria)
Falo de ódio por não ter alcançado ainda
a serenidade do desprezo.
Ódio porque, por seu egoísmo,
sofri mais do que o necessário.
E não sai daqui a vontade
de que você sinta, ao menos,
o equivalente,
se é que se pode estimar.
Mas lembre-se:
só falo de ódio
por não ter alcançado
ainda
a serenidade do desprezo.
Portanto,
não espere um próximo verso.
Publicado por Gabriela Maria às 11:36 PM
Sábado, Novembro 10, 2007
CANETAS
(Gabriela Maria)
Todas as canetas conspiram entre si
e sempre param de funcionar
quando mais se precisa delas.
Eis que Marina apresenta-me
as canetas mais fiéis que já conheci.
Tão macias e leves,
elas patinam, solidárias, poesia no papel.
Impressionam-me as tristeza,
misantropia, lealdade e obstinação,
ainda que falhas,
de algumas canetas.
Publicado por Gabriela Maria às 7:01 PM
Quinta-feira, Novembro 08, 2007
O QUE É?
(Gabriela Maria)
É que deve haver um nome que ainda não disseram. Não disseram porque não conheceram. Eu procurei, por muito tempo, por todo lado, explicações sobre amor, paixão, amizade, fraternidade. Mas isto que existe aqui desmente todos os poetas e todos os dicionários. E engana todos os sentidos com uma verdade tão pura que me emociona. É cheio e nos preenche de você e de mim. É, talvez, um abraço implícito e eterno de dois espíritos que se esquentam, quando tudo esfria, e se secam em transpiração mútua. É um conceito que ainda não escreveram. Um nome que não conseguiram inventar. Porque só nós conhecemos. E dispensa explicações. Porque só a nós interessa e, em silêncio, já entendemos, com invejável perfeição. É este abraço assim - maciço e poroso, livre em seus mais fortes elos. É quase pornô e, mesmo assim, de imensurável pureza. Nem mais, nem menos. É transcendental e é daqui. É o que é: somos nós.
Publicado por Gabriela Maria às 10:52 AM
Sábado, Novembro 03, 2007
VALEU
(Gabriela Maria)
até seu cheiro eu senti
e vi seu olho brilhar
degustei seu sorriso
ouvi sua respiração
mas tive de abrir os olhos
e você não estava mais lá
o bom é que você esteve
e você sempre aparece
apareça sempre
Publicado por Gabriela Maria às 2:56 AM
|
 |